Francisco Ferreira dos Santos Azevedo

Francisco FerreiraFrancisco Azevedo (Francisco Ferreira dos Santos Azevedo) viveu sempre em Goiás Velho, onde nasceu em 1875 e veio a falecer, em 1942. Filho de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo e de Rita Brandão Ferreira, foi casado com Virginia Carvalho, com quem teve 11 filhos: José, Joaquim, Ana, Maria, Emanuel, Rita, Messias, Pedro, Paulo, João e Terezinha.

Engenheiro civil formado na Escola de Minas, de Ouro Preto, foi um homem plural, um verdadeiro pensador do seu tempo, com atuação destacada em várias áreas. Foi jornalista, professor, gramático e historiador. Escreveu e publicou ensaios, memórias, crônicas, contos, pesquisas e dicionários. Na antiga capital de Goiás, em 1904, sob a presidência de Eurídice Natal e Silva, fundou a primeira Academia de Letras de Goiás.

Bom orador, foi eleito deputado estadual em 1909, mas não chegou a tomar posse, em virtude da revolução. Exerceu cargos de relevância na administração pública, e foi ainda professor do Colégio Santana e do Seminário Santa Cruz, ambos em Goiás Velho. Em 1921, foi nomeado diretor do Liceu de Goiás, deixando, no entanto, a direção do mesmo em 1930, para assumir a direção da Escola Normal. Foi um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, em 1933. Em 1939, com 64 anos, foi um dos fundadores da Academia Goiana de Letras, ocupando a Cadeira 18, cujo patrono é Olegário Herculano da Silveira Pinto.

Escreveu, entre outros, Annuário histórico, geográphico e descriptivo do estado de goyáz para 1910, Carta geográfica de Goiás (1903), ‘páginas áridas’, Considerações gerais sobre as quantidades negativas, Data gregoriana do descobrimento do Brasil, Ano inaugural da era cristã, Dicionário analógico da língua portuguesa: ideias afins, Grande dicionário analítico da língua portuguesa.

Foi sócio da Associação Goiana de Imprensa.

Deixou inédito o Grande Dicionário Analítico de Língua Portuguesa, cujos originais mereceram elogios da Academia Brasileira de Letras. Seu Dicionário analógico da língua portuguesa foi publicado após a sua morte, em São Paulo, pela Companhia Editora Nacional, em 1950.

Professor Ferreira – Jornal Opção

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